
Um resgate histórico, porque as verdades precisam ser ditas, sem vítimas criadas por factóides, arrependimentos ou complexos.
Na Segunda Guerra Mundial, o Brasil estava ao lado dos Aliados, contra o chamado Eixo.
No futebol brasileiro da época, Cruzeiro e Palmeiras representavam a valente e bela colônia italiana no país, nação que tanto contribuiu e ainda agiganta o Brasil.
Porém, naqueles tempos, os clubes foram obrigados a mudarem de nome, justamente pela Grande Guerra. Como o Brasil defendia as forças Aliadas, um decreto do governo Getúlio Vargas proibiu qualquer entidade nacional de usar nomenclatura relacionada aos países rivais do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).
Assim, os times Palestra Itália se tornavam Cruzeiro em Minas Gerais e Palmeiras, em São Paulo.
Década de 40, período da história no qual o futebol paulista, assistia o surgimento de mais um grande clube.
Aquele que se tornaria o maior de todos, na supremacia de títulos estaduais desde a era profissional (1941), maior campeão brasileiro, da América e do mundo.
São Paulo Futebol Clube.
Desde aqueles tempos, o SPFC foi e é tratado por muitos palmeirenses mais antigos, não como rival, mas como inimigo. Uma intolerância tola que persiste até hoje.
Se o rancor fosse somente pelo futebol, até se entenderia.
Afinal, o Tricolor derrotou o Palmeiras em todas as edições de Libertadores nas quais se cruzaram, nos confrontos eliminatórios.
Por falar em mata-mata, aconteceram 12 vezes na história do Choque-Rei. O SPFC venceu 10.
Um predomínio, uma supremacia, uma verdade histórica.
Que nenhuma “arrancada heróica” é capaz de distorcer.
Porque, para o são-paulino, o palmeirense não é inimigo.
É, simplesmente, freguês.
*** O texto é de inteira responsabilidade de seu autor, não expressando, necessariamente, a opinião do portal. ***

Com certeza, freguês é o termo correto !!
ResponderExcluirSaudações Tricolores
Klebera