sábado, 25 de setembro de 2010

Vergonha! Análise SPFC 0 X 3 Goiás

Crédito Imagem: Lanceactivo


A trinca tricolor foi perdida.

Na tarde- noite deste sábado, uma derrota sofrida do SPFC, diante do Goiás, que se configurou uma grande surpresa, diante de duas vitórias consecutivas que pareciam embalar o Tricolor.

São Paulo que continua distante do G3 e o assistindo como ilusão.

Seria o tempo de lutar com todas as forças restantes por uma dificílima classificação (não basta somente o Tricolor vencer, é preciso que vários adversários à sua frente percam várias partidas) ou de já preparar os novos valores oriundos da base, somados aos remanescentes, para 2011?

Creio que nenhum, nem outro. Mas é o tempo de se pensar seriamente no mal que essa administração Juvenal Juvêncio faz ao time nos últimos anos.

A pergunta é pertinente também porque tem tudo a ver com a comissão técnica são-paulina. Permanecer com Baresi ainda por um tempo, ou já apostar no novo técnico, de porte, experiência e envergadura para dirigir o Mais Querido?

Juvenal Juvêncio, mais uma vez, perdeu o bonde, por sua postura de escorpião no bolso e arrogância insuportável. Dorival Junior, que poderia ser esse treinador, não foi contratado.

O time continua sem leme no Brasileirão, apenas jogando nas limitações do esforçado, mas ainda não preparado, Baresi.

No Morumbi, o jogo foi de um primeiro tempo assustador pelos contra-ataques do time goiano, mesmo com um início de jogo com maior posse de bola e iniciativa são-paulina. Porém, erros individuais de Samuel iam se sucedendo até os visitantes abrirem o placar e ampliarem a vantagem.

Mais uma falha grotesca e estúpida de Jean e quando percebeu, o Tricolor já perdia por inacreditáveis 3 a 0, ainda no final do primeiro tempo.

No segundo tempo, Dagoberto e Cléber Santana, pouco puderam fazer pra mudar a história já consolidada na primeira etapa.

Sul-americana e Copa do Brasil vem aí.

Os desempenhos:

Rogério Ceni: Sem culpa nos gols.

Jean: Na eterna dúvida de todo treinador, se é um péssimo ala ou um mediano volante. Seja qual for o veredicto do técnico que assumir o Tricolor, uma certeza, Jean até hoje procura Hernanes pra tentar jogar algum futebol. Péssimo, horroroso. Acima de tudo, fraco na atitude.

Samuel: Muito mal, com todo respeito que a simpática cidade catarinense merece, mas teve uma atuação de beque do Joinville. Erros grosseiros, um gol entregue ao Goiás, um jogo pra esquecer. Melhor dizendo, um jogador pra não lembrar. Saiu para o lugar de Cléber Santana.

Alex Silva: Até o pilar principal da defesa são-paulina, o monstro da zaga, sentiu o peso dos erros individuais e de cobertura do lado direito, dos seus companheiros.

Carleto: Teve a sua chance de agarrar a posição, mas com a atuação horrível da defesa, comprometeu os seu planos.

Casemiro: A versatilidade da revelação tricolor, cada vez mais, se evidencia. Em uma única partida, atuou tanto quanto volante e de lateral direito. Porém, teve que correr pelos companheiros que tiveram um péssimo jogo e sozinho, ninguém resolve.

Rodrigo Souto: A mesma postura de sempre, está ficando chato comentar as partidas sempre iguais de Souto. Não brilha, não compromete, mas também não se garante.

Cléber Santana: Até quando Juvenal Juvêncio vai continuar achando que o SPFC tem meio-campo? Cléber tem uma boa cadência, certos passes corretos, mas o que mais?

Jorge Wagner: Perto do fim de linha no Tricolor, terá seus bons momentos ainda, o reconhecimento da torcida, mas sinceramente, o seu tempo no SPFC terminou. Atuação apagada. Deu lugar a Dagoberto no intervalo.

Lucas: A esperança da torcida, tão órfã de ídolos pela política soberba de Juvenal Juvêncio, tentou, correu, trombou, driblou, arrematou.

Marlos: Suas fintas se tornaram um autêntico bate-volta no primeiro tempo. No segundo, muita correria na busca do resultado. Sem produtividade.

Ricardo Oliveira: O centroavante tricolor só carece de uma coisa: um meio de campo de verdade. Mesma ausência que teve Washington, Adriano, Borges...

Dagoberto: Mais uma vez, entrou na equipe e deu outro ritmo, um pouco mais insinuante. Porém, não suficiente. Não é talismã.

Técnico Baresi: O que dizer de Baresi senão imaturo e inexperiente ? Mas no universo de culpa, talvez a dele seja a menor. Teve o mérito de promover as revelações da base, mas não tem tarimba e estrutura pra comandar um time da grandeza do SPFC. Portanto, a culpa maior não é de quem treina, mas sim, de quem contrata:

Juvenal Juvêncio: Até quando o são-paulino será refém de sua soberba, da sua arrogância petulante, do seu total desconhecimento de futebol? Anos e anos de mandato que não ensinaram que o time precisa de um meio-campo de verdade, sem improvisações, que o fato de ser simplesmente, São Paulo FC, não é suficiente para se ganhar títulos somente com a camisa e tradição. Um dirigente que comanda um marketing que não traça um planejamento de ídolo, que não vislumbra um retorno de médio-prazo por uma grande contratação, por incapacidade e incompetência. Seus diretores diretos, uma lástima. Leco, por suas opiniões e pensamentos lamentáveis sobre futebol. Jesus Lopes, até boa gente, mas pela sua inoperância, um autêntico chuchu. Tantas Libertadores perdidas por omissão de diretoria, os Brasileiros se seguravam pela entrega e sentimento de Muricy Ramalho, que já se foi.

Jogadores como Rogério Ceni, Alex Silva e Ricardo Oliveira, profissionais como Dr. Sanchez, Luiz Rosan e o time do Reffis (como explicar a demissão de Turíbio) não merecem uma diretoria como essa, que não equilibra a equipe e a agiganta como deve.

Em abril, fora Juvenal Juvêncio é pouco! Que seja o fim do continuísmo! Fora Leco, Jesus, Adalberto Batista e a trupe soberba e omissa, não condizente com as tradições do SPFC!

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