segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Próxima parada, eu quero descer (e o recomeço com Carpegiani)


Amigo(a) tricolor,
Antes do comentário baseado na experiência que tive de torcedor com Carpegiani em 1999, deixarei aqui o que penso e sinto sobre o comando tricolor, neste 2010.

O fato é, não existem mais argumentos, explicações táticas ou técnicas, que não conduzam para um só direção:
A perda de comando e de direção de Juvenal Juvêncio e sua dupla intocável, Leco e Jesus Lopes.
Incompetência que já derrubou técnico campeão e que não permitiu a contratação de outro no tempo certo, só pra citar um dos muitos exemplos, da incapacidade diretiva que aflige o Tricolor nos últimos 2 anos.
Reforços mal planejados, a eterna ausência de um comandante na linha (desde 2007, absurdo) e de líderes, tanto de técnica na armação, quanto de raça na contenção do meio-campo.
Sobram para Rogério Ceni, Alex Silva, Ricardo Oliveira, por vezes Marlos e os garotos da base, segurarem a bronca do pior SPFC dos últimos 5 anos, um dos piores da década.
A esperança vem destes citados acima e de poucos, muito poucos, remanescentes para 2011.
A lista de dispensa precisa ser grande. Muitos mexem com isso com todos os dedos, eu já prefiro tocar na ferida: Jean, Samuel, Renato Silva, Junior Cesar, Richarlyson com todas as letras, Cléber Santana, Jorge Wagner, Dagoberto, Fernandinho e até Miranda (desde que não foi vendido em 2009), no entendimento deste blogueiro, deveriam sair do SPFC. Um time todo, é fato, faltaria apenas o goleiro. Um elenco não se desfaz assim, mas no caso do Tricolor, é emergencial a mudança, o choque de atitude.
Mas, acima de tudo, chegue o jogador que for, ou que vá, venha o técnico que vier, é a mentalidade ultrapassada e soberba da diretoria que precisa despertar a indignação de tantos cardeais históricos são-paulinos, escondidos na minoria de sua representatividade nos conselhos tricolores.
A torcida não aguenta mais assistir o maior campeão brasileiro, vencer jogando mal, empatar no sufoco, perder vendo humilhação, deparar-se com adesmotivação de alguns atletas em cada partida, falta de capacidade técnica, compromisso, atitude, brio.
Ausência de comando.
Principalmente, omissão.
Fora Juvenal Juvêncio, Leco e Jesus Lopes!



CARPEGIANI

Quem viveu o SPFC na arquibancada no final dos ano 90, conviveu com Carpegiani no comando técnico tricolor.

Chamado de Professor Pardal por muitos, acabou caindo.

Muitos episódios lamentáveis de bastidores em relação ao Tricolor, ocorreram naqueles tempos. Diretorias lamentáveis por Bastos Neto e Paulo Amaral, perda de pontos inacreditáveis no caso Sandro Hiroshi, que fez o SPFC ter força e raça na recuperação, até se extenuar na sequência de mata-matas que viriam. Heroicamente venceu a Ponte, depois, vítima do próprio cansaço, caiu diante do Corinthians.

Mas citarei Carpegiani por uma situação específica, que calou a minha boca na época e me fez tornar respeitador do seu trabalho.

Quem se lembra de Edmílson? Campeão do mundo em 2002, na Seleção do Felipão, autor de um dos gols mais bonitos daquela Copa?

Pois bem, Edmílson era volante de origem, muito criticado e xingado no SPFC, até Carpegiani deslocá-lo para a zaga, a bem da verdade, jogando quase como um líbero na cobertura de zagueiro, em uma das suas diversas "inveñções" (no melhor sentido da palavra). De questionado no time, passou a ser referência de defensor no país. Mérito total de Carpegiani.

Que neste perdido SPFC, ele encontra a "fórmula".

Boa sorte!




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